Uma figura muito pequena estava encolhida nas areias da praia. Seria um rato? Uma formiga? Um grão de areia colorido? Não. Era Emília, de bíquini, sentada abraçando os joelhos. Ao seu lado repousava uma pistola d’água que mais parecia uma metralhadora multicolorida. Enquanto estava ali, ela desejava ter alguém que comprasse sua arma para que ela pudesse trocar o dinheiro por comida. Como uma boa lascada, a ultima refeição de Emília tinha sido no dia anterior.
— A vida… Não tá fácil. Pra ninguém. — Disse a si mesma como forma de consolo enquanto observava o quebrar das ondas.

O motivo de ter ido à praia, mais que para se distrair da fome, era porque estava também sentindo-se um pouco triste. Lembrou de quando, na formatura do fundamental, havia viajado com seus amigos para a praia. Não que estivesse reclamando por ter perdido a sua antiga vida. A escolha de fugir fora uma decisão sua, ainda que as consequências - ficar presa naquele circo assustador - não fossem as melhores.
O fato de estar em Fantasia não era motivado por nada além de suas escolhas. Todo o seu caminho a havia levado até aquele lugar. No entanto, ela não era insensível e não passava de uma menina de quinze anos. Não podia evitar sentir saudades ao menos dos seus amigos.
[Dica pra emília: usa um exura sio “Shun” e tudo tá de boa]
[Mano, ela só sabe dar choque nas coisas]